O mercado automotivo é frequentemente guiado pela estética em detrimento da racionalidade. O massacre da categoria de Monovolumes e Minivans (Honda Fit, Chevrolet Spin, Kia Carnival) pelos SUVs é a maior prova disso. Eles são o patinho feio das garagens, mas o formato "caixote" abriga a engenharia de aproveitamento de espaço mais genial da indústria.
A Geometria do Espaço Interno
A física é imutável: a forma que garante maior volume interno é o cubo. Minivans possuem o teto esticado até quase a tampa traseira, sem o caimento esportivo no porta-malas que os SUVs adotam para parecerem agressivos. Um Honda Fit, sendo 30 centímetros mais curto e muito mais leve que um HR-V, consegue transportar uma máquina de lavar roupas inteira graças ao rebatimento total e reto de seus bancos (sistema Magic Seat).
Custo-Benefício vs Modismo
Se a sua necessidade primária é levar carrinho de bebê, compras no atacado ou idosos com dificuldade motora (a altura da minivan é ideal para deslizar para dentro do banco sem ter que "escalar" ou "agachar"), a minivan é insuperável. Por não estar "na moda", a precificação na FIPE e no mercado de usados costuma entregar muito mais porta-malas e equipamentos de série pelo seu dinheiro do que a categoria SUV.
A Liquidez e o Uso Comercial
Enquanto o Honda Fit tem liquidez altíssima no mercado P2P por sua fama inquebrável, modelos como a Chevrolet Spin carregam o estigma eterno do uso profissional (Táxi, Aplicativos). Encontrar uma Spin usada que foi de "único dono, uso apenas familiar" é como procurar agulha no palheiro. O lado bom é que o mercado paralelo de peças dessas categorias é farto e extremamente barato, exatamente por sustentar as frotas comerciais.